PAGANI

O PAGANI ZONDA é um dos carros mais exclusivos do planeta. Na concepção de seu criador, o designer Horacio Pagani, o superesportivo não é apenas um automóvel. É mais que um objeto de desejo, cuja concepção é a síntese do estado da arte, ao reunir a mais avançada tecnologia dos carros de corrida, design, requinte em cada detalhe e exclusividade, na medida em que apenas 25 unidades são montadas por ano, uma diferente da outra na combinação de acabamentos.

O maior sonho de Horacio Raul Pagani, um argentino radicado na Itália, em construir e projetar o seu próprio supercarro, começou a tornar-se realidade em 1988 quando os primeiros rascunhos do ‘Projeto C8’ foram mostrados pela primeira a vez ao amigo e conterrâneo Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de Fórmula 1. O carro era para ser chamado de Fangio F1 como tributo ao grande campeão, o que mostrava o respeito que Horacio nutria por ele. Em 1992, ele começou a construir um protótipo e o primeiro modelo foi testado no túnel de vento da Dallara no ano seguinte. Os resultados positivos obtidos marcaram o início de um longo período de design e definição dos detalhes construtivos. Foi nesta altura que Fangio apresentou Horacio à Mercedes-Benz, empresa com a qual estava ligado devido à sua série de vitórias históricas na Formula 1.

A empresa alemã logo percebeu que o projeto valia a pena e, em 1994, acordou oficialmente o fornecimento do seu poderoso motor V12 para equipar o bólido. O resultado desse acordo seria um dos mais belos e eficientes conjuntos do planeta. Depois de mais de 4 anos de trabalho árduo, Horacio obteve o ‘type approval’ para a versão aberta do coupe do Projeto C8. Finalmente o primeiro PAGANI ZONDA C12 foi apresentado em 1999 no Salão de Genebra. Feito em fibra de carbono, o bólido acelerava de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos, atingia velocidade máxima de 345 km/h e tinha frenagem de 200 a 0 km/h em apenas 4,4 segundos. O carro era inspirado no Mercedes-Benz Group C Silver Arrows.

Após a morte de Juan Manuel Fangio em 1995, Horacio não se atreveu a chamar o carro de Fangio F1. Decidiu por adotar o nome de ZONDA, nome de um vento forte, seco e quente que sopra dos Andes argentinos a mais de 200 quilômetros por hora, em respeito ao grande homem. Nem bem foi lançado no mercado e o Zonda transformou-se em um sucesso. Jornalistas especializados e a própria concorrência reconheceram no superesportivo um verdadeiro puro-sangue. Desde a sua primeira aparição, ficou muito claro que não era apenas uma aventura, um dos numerosos protótipos destinados a permanecer como carro conceito, mas um sonho que foi transformado em uma brilhante realidade.

Os pedidos começaram a crescer, e com a capacidade diminuta da pequena montadora, aliada a produção artesanal de cada modelo, o tempo de espera por um PAGANI ZONDA era enorme. Em 2005, a montadora italiana anunciou um aumento em sua capacidade produtiva, e finalmente em 2007, ingressou oficialmente no mercado americano. Recentemente a ligação com a divisão AMG da Mercedes-Benz para o fornecimento de motores foi intensificada, com o desenvolvendo de um motor exclusivo, o ME 158, que estreou em 2010. Por motor exclusivo, entenda ainda mais potente e fantástico.

Atualmente, além de possuir uma produção extremamente restrita a poucas unidades por ano, a PAGANI, possui uma pequena linha de automóveis disponíveis a raros mortais que possuam milhões de dólares para comprá-los.

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