SUBARU

Com a urgência de um mercado automotivo global, muitas empresas passaram a ter uma visão de automóveis apenas como meios de transporte. Na SUBARU, o elemento essencial da engenharia automotiva não foi esquecido: o simples prazer da experiência de dirigir. Por meio da aplicação de tecnologias criativas e inovadoras, a SUBARU constantemente desenvolve automóveis que realçam esse prazer. O conceito de ‘Direção Ativa, Segurança Ativa’ capta a essência dessa ideia e da marca japonesa.

A história da marca japonesa começou com a fundação, no dia 7 de julho de 1953, da divisão automotiva da Fuji Heavy Industries, empresa fundada por Chikuhei Nakajima em 1917 como um laboratório de pesquisas para a área aeronáutica, que se tornou a principal fornecedora de aeronaves e componentes para o exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito, o presidente da empresa, Kenji Kita, queria que essa nova divisão estivesse envolvida na construção de automóveis.

O projeto do primeiro automóvel, desenvolvido sob o codinome de P-1, ficou pronto neste mesmo ano: era um carro de passeio que utilizava o primeiro chassi monobloco produzido no Japão. No ano seguinte o sedan de 4.230 mm de comprimento e motor de quatro cilindros, 1.5 litros e 55 cv de potência, estreou no mercado com o nome de SUBARU 1500. Apesar de este modelo ter sido o primeiro carro fabricado pela empresa ele não passou de um protótipo e somente 20 unidades foram fabricadas.

Porém, o modelo não vingou também pelas dificuldades em equipar a fábrica para sua produção e montar uma rede de distribuição eficiente. Além disso, o carro seria grande e caro demais para aquela época, em que a economia japonesa ainda se recuperava dos terríveis efeitos da Segunda Guerra Mundial. O primeiro automóvel produzido em massa pela empresa foi o pequeno SUBARU 360, um carro de passeio compacto para 4 passageiros (2.990 mm de comprimento, 1.300 mm de largura, 1.380 mm de altura e apenas 385 kg de peso), lançado no mercado exatamente no dia 3 de março de 1958, inaugurando assim a era moderna da motorização japonesa. Foi nesse mesmo ano que a empresa adotou oficialmente o nome SUBARU.

Em 1961 foi lançado no mercado o SAMBAR, baseado no chassi do SUBARU 360. A pequena e compacta pick-up, que possuía a caçamba mais espaçosa de sua categoria na época, era ideal para o trânsito caótico e o pouco espaço das grandes cidades japonesas. Nesse mesmo ano, em setembro, a linha comercial foi expandida com a introdução de um pequeno furgão utilitário (Sambar Light Van). A partir de 1965 a SUBARU começou a produzir motores boxer (que equipava o SUBARU 1000) ou de cilindros horizontalmente opostos montado longitudinalmente, sendo uma das poucas montadoras no mundo a utilizar motores com esta disposição. Possuindo cilindros cujo movimento era sincronizado e simétrico entre ambos os lados, um motor com esta disposição caracteriza-se por um baixo nível de vibrações, configuração balanceada, leve e compacto, além do baixo nível do centro de gravidade que se obtém, o qual permite uma melhor e maior estabilidade em curva.

No final dessa década, em 1968, a SUBARU começou a exportar seus automóveis para o competitivo mercado norte-americano através de uma subsidiária. Era um feito e tanto para o pequeno SUBARU 360 ser comercializado na terra de carros com o dobro de seu comprimento, cinco ou mais vezes seu peso e até 20 vezes sua cilindrada. Ainda nesse ano, o governo japonês ordenou que as empresas do setor automobilístico se fundissem. Assim, a Nissan comprou 20% das ações da SUBARU, parcela que venderia à General Motors em 1999. Em 1969 ocorreu o lançamento do SUBARU R-2 para substituir o modelo 360, que com suas formas retilíneas (que, apesar do mesmo comprimento, aproveitavam melhor o espaço), suspensão traseira evoluída e motor de 356 cm³, foi bem aceito pelos motoristas japoneses. O modelo foi substituído três anos depois pelo REX.

A década seguinte começou com o lançamento de mais um novo modelo, o SUBARU LEONE, um automóvel de médio porte, seguido no ano seguinte pela versão perua (LEONE 4WD STATION WAGON), primeiro modelo do gênero com tração nas quatro rodas quando o padrão da indústria automobilística na época era o controle nas rodas traseiras. Essa inovação tecnológica que trouxe estabilidade superior ao dirigir, deu início à uma nova fase para a SUBARU. Nos anos que se sucederam a montadora japonesa continuou a aprimorar a tecnologia AWD (All Wheel Drive) para assegurar níveis superiores de segurança e estabilidade de seus automóveis.

Seguindo a tendência de mercado dos anos 80, que exigia automóveis maiores, a SUBARU lançou a van DOMINGO, com capacidade para acomodar até 7 passageiros confortavelmente. A expansão internacional da marca continuou nesse período com a inauguração de uma subsidiária no Canadá em 1976. Nas duas décadas seguintes, a SUBARU lançou no mercado vários modelos de enorme sucesso que conquistaram milhões de consumidores, como por exemplo, o XT6 (1985); LEGACY (1989), sedan de médio porte e um dos modelos de maior sucesso da montadora; VIVIO (1992), um automóvel compacto; IMPREZA (1993), um sedan esportivo que podia ser encontrado em duas versões, 4 portas e 5 portas (Wagon), e se tornou o modelo que impulsionou o sucesso da marca; OUTBACK (1997), um utilitário esportivo baseado no modelo Legacy; PLEO (1998), um automóvel compacto; FORESTER (1998), um utilitário esportivo compacto; STELLA (2006), um carro urbano compacto voltado especialmente para donas de casa jovens e mães em particular; TRIBECA (2008), um utilitário esportivo de médio porte mais luxuoso e cheio de tecnologia; e o EXIGA (2008), uma perua compacta com capacidade para sete passageiros.

Além de todas essas novidades, em 2007, a Toyota comprou a participação acionária que a GM detinha sobre a SUBARU, e criou uma aliança tecnológica em que ambas partilham variados componentes. Enquanto a Toyota utiliza as fábricas da SUBARU, esta pode usufruir da tecnologia híbrida desenvolvida pela outra. Em 10 de abril de 2008 a Toyota e a Fuji Heavy Industries, controladora da SUBARU, anunciaram o aprofundamento do seu programa de cooperação, o qual passou a abranger o desenvolvimento conjunto de um modelo esportivo e o fornecimento de modelos compactos para a SUBARU. O resultado dessa parceria foi a apresentação do SUBARU BRZ, um coupe esportivo que proporciona ao motorista uma nova experiência ao dirigir. Esse modelo conta com motor Boxer com cilindros horizontais e contrapostos (localizado na dianteira do veículo) e tração nas rodas traseiras, além de possuir um baixo centro de gravidade o que proporciona uma condução muito estável e de excelente manuseio.

Nos últimos anos, apesar da crise mundial, a marca japonesa vem conquistando adeptos pelo mundo principalmente pela qualidade esportiva de seus carros, como por exemplo, o modelo WRX STI, uma versão mais nervosa do Impreza. Dentre os destaques do modelo estão os para-choques, grade dianteira, retrovisores exclusivos e o grande spoiler traseiro. O modelo também tem um sistema de escapamento especial com saída quádrupla. Em 2012, a partir dos resultados de testes feitos pelo IIHH Top Safety Pick, ranking elaborado por empresas seguradoras de veículos dos Estados Unidos, a marca passou pelos criteriosos testes dos especialistas e foi eleita, dentre todas as montadoras a mais segura do mundo.

A origem do nome

O primeiro presidente da marca japonesa, Kenji Kita, tinha algumas opiniões bem definidas no que se refere a automóveis: “Se você vai produzir um carro, faça um cheio de potência” e“Carros japoneses devem ter nomes japoneses”. O Sr. Kita sempre foi enfático quando o assunto era produzir carros de passageiros, e o mais apaixonado pelo protótipo do primeiro carro de passageiros da empresa, chamado inicialmente de P-1.

Foi então que ele pediu sugestões para batizar o protótipo, mas nenhuma das propostas parecia ser atrativa. Por fim, ele batizou o carro com um belo nome japonês que tinha secretamente guardado em seu coração: SUBARU, nome de uma estrela da constelação de Taurus (Touro). Seis das estrelas dessa constelação são visíveis a olho nu (e estão representadas no logotipo da marca), e cerca de 250 só podem ser vistas com o uso de telescópio. No Oeste, essa estrela é chamada ‘Plêiades’, na China ‘Mao’, e no Japão SUBARU (que também significa ‘decidir em grupo’). Certamente, esse é um dos astros mais amados pelos japoneses dos tempos antigos. Curiosamente, a FHI foi criada pela fusão de seis empresas. Dessa forma, você pode perceber o quão significativo é o nome SUBARU.

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