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AC CARS

Os inícios da AC como fabricante se remonta a princípios do século XX, e sua trajetória histórica é tão extraordinária, que cobre veículos tão diversos como triciclos, carrinhos para deficientes e até o famosíssimo AC Cobra, vencedor de campeonatos mundiais de Gran Turismo.

O modelo Weller

Os irmãos Weller de West Norwood, perto de Londres, desejavam produzir um avançado carro de 20 cv. Seu primeiro carro, e o principio do que mais tarde se converteria no AC foi apresentado em 1903 no “Crystal Palace Motor Show”. Tratava-se de um modelo tipo Tourer, equipado com um motor de 20 cv e que foi apresentado com o nome de Weller.

Os primeiros modelos. A “Autocars and Accessories” é fundada

Depois da apresentação do carro, John Portwine, um sócio financeiro e dono de uma cadeia de açougues no sul de Londres, achou que o carro seria demasiado caro de produzir e com grande visão de mercado animou aos irmãos Weller para que desenhassem e produzissem um pequeno carro de três rodas para pequenas tarefas de entregas.

Os irmãos Weller seguiram as sugestões de Portwine, fundaram uma nova empresa com o nome de “Autocars and Accessories”, e chamaram o novo veículo de entregas de “Auto-Carrier”.

A produção começou em 1904. O novo veículo tinha três rodas, o condutor ficava situado na parte traseira e na parte dianteira ficava situada uma caixa de carga. Era equipado com um motor monocilíndrico e a tração era por corrente. O veículo ganhou popularidade rapidamente e foi um êxito financeiro.

Em 1907 surgiu uma versão de passageiros, que denominaram "Sociable", que em suas primeiras versões simplesmente substituía a caia de carga dianeira por um assento para um passageiro em frente ao condutor. A tração para a roda traseira era transmitida por um motor monocilíndrico de 5/6 cv refrigerado a ar e tinha duas velocidades.

Segunda etapa. Surge a “Auto Carriers Ltd.” e se começa a utilizar o popular logotipo "AC"

Em 1909, a empresa mudou seu nome para “Auto Carriers Ltd“ e se mudou para Ferry Works, Thames Ditton, Surrey. A partir desse momento se começou a utilizar o célebre logo circular com a denominação “AC”.

O pequeno, porém robusto AC Sociable, seguiu em produção até 1914. Apesar de, em 1913, ter aparecido o primeiro carro de quatro rodas; era um pequeno esportivo de dos lugares com a transmissão sobre o eixo traseiro, equipado com um motor Fivet. Haviam produzido somente algumas unidades quando eclodiu a 1ª Guerra Mundial e a produção teve que ser interrompida.

O modelo de quatro rodas reapareceu depois da 1ª Guerra Mundial, desta vez equipado com um motor Anzani de 1.5 litros. Sua produção cessou definitivamente em 1927.

Depois da 1ª Guerra Mundial, John Weller construiu um magnífico motor de seis cilindros em linha e 1991 cc com camisas úmidas e eixo comando de válvulas de pequenas dimensões. O motor foi apresentado no Salão do Automóvel de 1919, contudo, a produção não teria início até 1922. O motor mostrou-se tão eficaz que com pequenas e progressivas evoluções se manteria em produção durante nada menos que 44 anos (1922-1963). O motor passou dos 35 cv iniciais a 103 cv.

Em 1921, S.F. Edge foi nomeado Presidente da empresa e utilizou sua influência para conseguir que os AC participassem nas corridas de recorde de velocidade em longa distancia.

Como outras muitas empresas automobilísticas, e apesar de ter fabricado carros de tanto sucesso como o Empire 12/24, a AC também entra em uma profunda crise financeira que provocou tal situação que entre 1929 e 1931 não fabricou nenhum automóvel.

Felizmente, em 1930, quando a decisão de liquidar a empresa já havia sido tomada, ela foi resgatada pela família Hurlock, que adquiriu a empresa para dispor, em princípio, de mais espaço para produzir suas carrocerias de caminhão.

A família Hurlock logo se viu atraída para a produção de veículos, contagiada pelo entusiasmo dos que então dirigiam a AC e deste modo, em 1933, a marca apresentou cinco carros no Salão do Automóvel realizado em Londres. Todos eles eram equipados com um leve motor de seis cilindros criado por Weller que ainda seguia sendo competitivo.

Terceira etapa. Do modelo único aos carros esportivos

No período pós-guerra, a empresa adotou uma política de modelo único, concentrando-se na fabricação de um sedan de duas portas com carroceria de alumínio, sobre um chassi tradicional de madeira.

O carro com motor de 2.0 litros continuaria sendo fabricado até 1958, ano em que foi submetido a uma importante série de remodelações de onde surgiria o AC Ace, um carro esportivo encarroçado pelo fabricante de carros de corridas de origem portuguesa John Tojeiro, e que era capaz de alcançar uma velocidade de 160 km/h. O Ace foi um sucesso tanto nos circuitos de corridas como nas provas de rally. Em 1957 o carro evoluiu e foi incorporado nele um motor Bristol de 2.0 litros que elevava sua velocidade máxima até os 190 km/h.

Em 1961, Carroll Shelby, um ex-piloto de competições texano que tinha o apoio da “Ford Motor Company”, entrou em negociações com a AC e lhes propôs a montagem de um leve e potente motor "Ford V8" em um chassi do AC Ace. O carro foi finalmente fabricado pela AC, e essa combinação provocou o surgimento do AC Cobra, um dos carros esportivos mais rápidos, famosos e potentes jamais fabricados anteriormente.

Em 1962, a AC se concentrou na produção do AC Cobra. Cada carro era fabricado à mão na fábrica de Thames Ditton. No ano seguinte a produção do AC Cobra era de 15 carros por semana.

Em 1964, o AC Cobra causa sensação ao alcançar os 295 km/h por hora na autopista M1. Neste mesmo ano dois AC Cobra foram inscritos nas 24 horas de Le Mans, convertendo-se nos primeiros carros britânicos que terminavam a prova. Nessa época o AC Cobra 427 ostentava o recorde no Guinness de carro de produção em série mais rápido do mundo, um título que ostentou durante vários anos.

Em 1965 Shelby ganha o Campeonato do Mundo de Carros Esportivos, mas a velocidade em autopista de anos anteriores se acaba, uma vez que apareceram os limites legais de velocidade de 120 km/h por hora.

Em 1967, com uma carroceria desenhada pela Frua, de Turin, é apresentado o AC Cobra 428 com um monstruoso motor de 7.0 litros. Até o final de sua produção em 1973, fabricaram 80 unidades do modelo, 29 Conversíveis e 51 Fastbacks.

Durante os anos 70 e princípios dos 80, a AC desenvolveu e fabricou o ME3000, um carro esportivo de dois lugares totalmente novo.

Em 1985 a AC apresenta nos EUA o novo motor Mk IV de 5.0 litros atualizado e que respeitava as normas “EPA e DOT”, vigentes em 50 estados federais e fixadas pelo Ministério do Meio Ambiente.

Em 1986 e depois de aproximadamente 56 anos ostentando a propriedade da empresa, a família Hurlock vende suas ações da “AC Cars Ltd.”, e o controle passa às mãos da “Autokraft Limited” e da “Ford Motor Company”.

Dois anos mais tarde, em 1988, a AC inaugura uma nova fábrica dentro da histórica pista de corridas de Brooklands, o cenário de tantos êxitos da AC nos anos 20.

Em 1990 foi apresenta a versão "lightweight" do AC Mk IV. Alguns anos mais tarde, em 1991, a Autokraft inicia a pré-produção do AC Ace. A carroceria foi desenhada pela “International Automotive Design” (IAD), de Worthing.

Em 1992, Brian Angliss compra da Ford suas ações da AC Cars Ltd. O motor AC Mk IV “Lightweight“ é novamente modificado para respeitar as normas da CEE de 1993 e para cumprir as Normas de Certificações Federais Norte-Americanas.

Em 1993, o AC Ace recebe a aprovação do CEE e é apresentado no Salão de Londres. Entra em produção em 1994 e em 1995 é apresentado no Salão de Detroit.

Em dezembro de 1996, a “AC Car Group Limited “ adquire a “AC Cars Ltd.”. Alan Lubinsky se compromete a fabricar o Mk IV e finalmente completar o desenvolvimento do AC Ace. No ano seguinte, em 1997, o novo AC Ace é apresentado no London Motor Show junto com o AC Superblower.

Em 1998, no Salão de Birmingham, é apresentado o novo AC Aceca, junto a uma edição limitada do Cobra Mk II 289 FIA Roadster, do AC Ace e do AC Superblower.

Em 1999 é apresentado o novo AC Cobra Mk IV Carbon Road Series (CRS).

No ano 2000, no Salão de Birmingham, é lançado o AC 212 S/C, equipado com um motor Lotus de 3.5 litros V8 Twin Turbo.

Em 2001, são anunciados o “AC Car Group Centenary” e o novo AC Coupe, e a empresa se muda para Frimley, en Surrey.

Depois de um longo período de pleitos contra Ford e à Shelby, a Ford conseguiu a propriedade do nome “Cobra” e o utiliza até hoje na versão esportiva do Mustang. A AC segue fabricando versões do Cobra, mas já não utiliza o nome.

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