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Juraj Vaculik e seu sócio Stefan Klein tinham uma vida triste e sombria na antiga Checoslováquia, sob domínio soviético.

“Vivíamos na fronteira com a Áustria, que era um país proibido para nós. Era muito perto, mas muito longe”, dizia. “Então começamos a imaginar que se tivéssemos um carro voador, poderíamos escapar para o ocidente”.

O tempo passou, a Checoslováquia não existe mais (nem a União Soviética) e Vaculik acredita ser a hora de uma nova revolução. “Não porque temos problemas políticos hoje, mas sim porque vivemos em uma espécie de prisão do trânsito”. Para Vaculik, três motivos nos levam à necessidade da revolução do carro voador: trânsito e excesso de carros nas ruas, aeroportos lotados e o transporte aéreo ineficiente em rotas de 500-600 km e a falta de infra-estrutura básica – estradas e pavimentação.

“Hoje você leva mais de seis horas para viajar 800 km. Sai de casa de táxi, vai ao aeroporto, espera, voa, pega um táxi, chega ao seu destino. Um carro voador poderia reduzir esse tempo para apenas três horas”, disse Vaculik.

Mas como surgiu a AeroMobil? Com sede na Eslováquia, Vaculik conta que a empresa surgiu para valer somente em 2010, com investimentos próprios. Klein, o amigo inventor, já tinha tentado criar dois modelos (AeroMobil 1 e 2) entre 1990 e 2010, sempre como projetos privados. “O primeiro teste de carro voador foi feito em 1917 nos Estados Unidos, mas claro que não foi bem sucedido. Depois, nos anos 1940, Henry Ford previu o carro voador também”.

O desafio de criar um carro que voa é tentar unir coisas distintas: o avião, leve e aerodinâmico, e o carro, pesado e estável no chão. Como os recursos da AeroMobil são limitados, tendem a usar e adaptar tecnologias existentes para avaliar seu produto.

Um primeiro protótipo do AeroMobil foi mostrado em um congresso de aeronáutica em 2013, com uma nova versão 3.0 anunciada em Viena, na Áustria, em outubro do ano passado. O novo carro não precisa de uma pista de concreto para decolar ou pousar – basta uma faixa de grama – e o carro leva dois minutos para assumir o formato de avião.

A existência de um carro voador não significa que veremos carros voando no meio das cidades em longo prazo. Segundo a AeroMobil, teremos carros voadores para fazer médias e longas jornadas entre cidades – tanto que o primeiro modelo comercial do AeroMobil, previsto para ser lançado oficialmente na Europa em 2017, exigirá que seus donos tenham carteira de motorista e brevê de piloto, já que existe um longo caminho de certificações e regulamentações para pilotar o híbrido. “É um sonho louco, mas queremos criar uma marca global. Sabemos que os primeiros compradores serão super-ricos ou entusiastas de voar”, disse Vaculik.

O próximo passo da AeroMobil – depois de 2017 – é lançar um modelo autônomo capaz de voar sozinho, com apelo às massas. “Vamos integrar tecnologias emergentes autônomas”, comenta. É um belo sonho, quase utópico, mas que demora a se concretizar.

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