MERCURY COUGAR #0001

1967 - MERCURY COUGAR #0001

MERCURY COUGAR #0001 imagens e fotos de carros

Em 2017 serão completados os 50 anos do lançamento do Mercury Cougar, o irmão gêmeo do Ford Mustang, comercializado pela Mercury, marca orientada ao segmento Premium da Ford Motor Company. E para celebrar essa data, a marca irá expor o primeiro exemplar do modelo na reunião anual Ford Nationals 2017.

Posicionada entre a Ford e a Lincoln, a Mercury desapareceria em 2011, durante a reestruturação do grupo depois da última grande crise financeira, devido às baixas vendas apuradas pelo grupo americano nos anos anteriores.

Até o final do século XX, o catálogo da Mercury era formado por modelos que além de compartilharem a base técnica com a Ford, visualmente se diferenciavam deles, oferecendo uma alternativa de entrada ao segmento Premium, a meio caminho entre a Ford e os mais luxuosos Lincoln.

Portanto, o Mercury Cougar de primeira geração era uma alternativa reestilizada do Mustang, posicionada entre este e o Thunderbird. Mais orientado ao luxo e à comodidade que o Mustang, contava com uma linha mecânica superior, composta exclusivamente por motores V8 - o Mustang básico contava com um motor de seis cilindros - e uma faixa de potência, que em 1967 ia dos 202 cv do V8 de 4.7 litros aos 340 cv do V8 de 6.4 litros. Embora nos anos seguintes fossem acrescentados motores de até 7.0 litros e 395 cv.

Embora fosse baseado na mesma plataforma do Mustang, seu chassi era 7.6 centímetros mais comprido. Em seu catálogo contava somente com duas versões, base e XR-7, além de um pacote de desempenho denominado GT. Era comercializado nos concessionários Lincoln-Mercury do grupo, onde rapidamente ocupou o papel de modelo esportivo da linha.

Apesar de sua grande recepção e sucesso, o Cougar não foi tratado pela história como o seu irmão gêmeo Mustang, sobretudo porque a marca, em posteriores evoluções, acabou posicionando o modelo como um mero coupe de duas portas, um segmento muito dinâmico nos Estados Unidos até a década de 90, mas que carecia da imagem esportiva e exclusiva dos ‘pony car’ do passado.

Como o outros modelos do segmento, a chegada do século XXI acabava com o Cougar, e em 1997 terminava sua produção. Já em 1999 a denominação Cougar era utilizada pelo substituto do Ford Probe, que foi comercializado na Europa com o nome de Ford Cougar. Um coupe baseado no Ford Mondeo que não teve sucessor.

Primeiro exemplar

Este ano será celebrado no evento Ford Nationals em Carlisle, Pennsylvania, o meio século de vida do Mercury Cougar, com a exibição do primeiro exemplar fabricado do modelo, número de chassi 7F913500001, que longe do que pudesse parecer, não está nas mãos da marca, mas em mãos privadas. E o mais curioso, é que passou grande parte de sua vida fora dos Estados Unidos.

Embora essa unidade esteja reluzente depois de uma forte restauração, foi somente graças à sorte que hoje pode ser reconhecida a importância histórica que possui este importante veículo.

Este exemplar teve como primeiro destino a Dryden Motors, o maior concessionário Lincoln/Mercury do Canadá. Essa empresa foi à bancarrota pouco depois e o Cougar #00001 foi parar nas mãos do proprietário de uma loja de ferragens, que o manteve durante anos até que o colocou à venda em 1982, através de um anúncio na revista Car & Parts.

Nada menos que 12 anos depois, um aficionado da marca descobriu esse anúncio em uma revista velha e embora tivesse pouca ou nenhuma possibilidade, respondeu ao anúncio, descobrindo por sorte que o proprietário original não só não o havia vendido, mas também que o veículo seguia existindo e estava disponível.

Entrou em contato com um conhecido e interessado, que finalmente o comprou e o restaurou ao seu estado original de fábrica, cores e acabamentos incluídos. Ele continua sendo o proprietário do Mercury Cougar #00001, que dispõe da combinação vermelho sobre vermelho com o hardtop em branco. O motor é o mais alto disponível, o V8 390 de 6.4 litros.

Uma grande história para um exemplar histórico, que atualmente só pode ser considerado peça de museu, sobretudo depois do desaparecimento da marca em 2011.